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domingo, 22 de março de 2015

Morrer

Ditas verdades quando compartilhas tua dor
És semelhante, dizes tu, mas porque não sinto em teus olhos?
O teu odor me remete felicidade ou amor de belos casais,
Com teus lindos olhos, lindo semblante.

E se eu me fiz apaixonar outra vez
Como, se nem me recuperei da última?
Morrer na praia já me virou gandaia
Nem sei donde me vêm golpes
Quem sabe eu vá me matar outra vez
Mentalmente, mas a sangue frio.
É sensatez perder a linha dos moldes
Parar enquanto é tempo,
E não está ficando dormente.

Teu suor me sente como uísque de boa qualidade
O sal dos banhos da melhor praia
Teus cuidados remetem à minha narcísica personalidade
Satisfazem meu jeito de falar dos conceitos
Enquanto tua religião é minha penalidade

O teu coração de vampiro psíquico é caos
Em meio do teu caminho de espinhos
As atitudes cheias de insanidade
Tu és uma sina, marcada anunciando que vou perder-me
Só não faça morreres

Ah, mas às vezes...
Eu é que quero morrer-me

Meu nirvana é escutar Nirvana o dia todo
O pesadelo mais pesado é pensar em você de novo
Equiparáveis lágrimas de sabão que minh’alma cospe fora
Às palavras inúteis quais’crevo que tentam passar lição
Eu quero mais um pedaço desta torta
Ou poderia morrer-me

Tento passar mensagens em vão
Como minhas tentativas de ter-te
Todas as minhas tentativas de manter-te por perto
‘Qui estão

Eu queria tirar-te pigmento destes olhos para que não me façam efeito
Mas que olhos tão bonitos...

Eu vou perder-me
Nestes olhos tão lindos
Sei que não tem como manter-te por perto
Então
Eu vou
Morrer
Em poucos

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