Do lado mais estragado deste figo
Vistes a doçura
E da parte dele mais doce
Julgastes a loucura
Quanto te quis adoçar
Negastes com tua impulsiva aspereza
Fugistes como a crueza da gordura no óleo quente
Donde estás a tua sanidade?
Bondade, serenidade, carinho, qualquer coisa
Se não orgulho pra evitar o Abismo?
Você se provaria
Dignificaria
Seria pra mim a verdadeira melodia
Que eu a pensava ser e merecia.
Deixasse entender teus passos, mentiras
As verdades que talvez me sensibilizam
Um dia quem sabe eu te pudesse estender guias
Quem visse Deus e sorrisse
Sem a blasfêmia e a ofensa
Quem sabe conheces da doçura
E julgastes amarga
Cometestes estes erros outrora
Não negue o que um amigo lhe implora enquanto chora
Julgara qual eu tu conhecia
E quando deixastes eu falar com minha voz
Achastes doce a minha loucura
Os ossos nunca estão expostos.
E se Sua voz achares doce
Posso lhe afirmar que então acharás caminhos mais sensatos
E argumentos reais para querer fugir da foice.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Cortinas Queimadas
Enquanto tento te acariciar
Na noite longa do teu lado
Você inconsciente me abandona
Aqui é tão gelado
Alguém saberia dizer?
Se eu perguntasse sobre o chegar do dia
E porque me negavas
Porque ousas se não sabes
Recebes, sorria
É tão triste deste lado.
O tapa que me destes
Amargura estampada que não foi perdoada
O chão ao lado da cama recebe meu embrulhar das tuas vestes
Amanhã você se vai.
Se eu tivesse uma janela alta eu me jogava.
Meu banho é tomado pra te agradar.
Meu dente é escovado pra te beijar.
Minha roupa é rasgada pra me entregar.
Queria do mundo minha existência poupar e a minha janela não existe.
Eu toco minha harpa imaginária.
Tenho calma porque tu quisestes.
Choro por dentro.
Tenho tanta pena.
Saudades também daquele tempo
Em que as lágrimas corriam ao vento
E eu lamento os tantos dedos desperdiçados
As cortinas já queimaram.
Eu morreria por você
Eu mataria por você
Queimado, afogado
Despedaçado a facadas.
Não importa qual dos clichés.
Choro por dentro
Tenho tanta pena
Saudades daquele tempo
Em que as lágrimas corriam ao vento
E eu lamento os tantos dedos desperdiçados
As cortinas já queimaram
De uma vez por todas, já se foram, inteiras.
Na noite longa do teu lado
Você inconsciente me abandona
Aqui é tão gelado
Alguém saberia dizer?
Se eu perguntasse sobre o chegar do dia
E porque me negavas
Porque ousas se não sabes
Recebes, sorria
É tão triste deste lado.
O tapa que me destes
Amargura estampada que não foi perdoada
O chão ao lado da cama recebe meu embrulhar das tuas vestes
Amanhã você se vai.
Se eu tivesse uma janela alta eu me jogava.
Meu banho é tomado pra te agradar.
Meu dente é escovado pra te beijar.
Minha roupa é rasgada pra me entregar.
Queria do mundo minha existência poupar e a minha janela não existe.
Eu toco minha harpa imaginária.
Tenho calma porque tu quisestes.
Choro por dentro.
Tenho tanta pena.
Saudades também daquele tempo
Em que as lágrimas corriam ao vento
E eu lamento os tantos dedos desperdiçados
As cortinas já queimaram.
Eu morreria por você
Eu mataria por você
Queimado, afogado
Despedaçado a facadas.
Não importa qual dos clichés.
Choro por dentro
Tenho tanta pena
Saudades daquele tempo
Em que as lágrimas corriam ao vento
E eu lamento os tantos dedos desperdiçados
As cortinas já queimaram
De uma vez por todas, já se foram, inteiras.
Saudades, Sorriso
Mil textos
E você continua dormindo.
Milhões de versos
E sua estatura parada.
E os poros entupidos
E minhas costas encharcadas.
Um bilhão de gestos
E sua secura encarnada.
Um trilhão de beijos
E a alma permanece morta.
Será possível eu ser tão sensato
Parado no claro ou no escuro
Tentando te escrever
E sempre fazê-lo pra conseguir a mim mesmo me dizer
Necessárias palavras... Indesejável sentimento.
Singular, pois este o é único e solitário, apenas um ser.
E que me habita.
Será que de tão obscuro
Desaprendi a viver?
Devo ter esquecido...
As portas trancadas com chaves estragadas que tento meter nas fechaduras lacradas
Meu quarto é um buraco arejado sem janelas no qual vivo sem respirar.
Meu tentar jaz vencido.
Meu café esfria e a mente desmente meu amor tão carente
Meu gato acalento, meu Deus me observa e sente meus ombros dormentes
Mas continua a admirar
Calma...
"Karma?"
Misunderstand
Eu o prego na minha alma.
E você continua dormindo.
Milhões de versos
E sua estatura parada.
E os poros entupidos
E minhas costas encharcadas.
Um bilhão de gestos
E sua secura encarnada.
Um trilhão de beijos
E a alma permanece morta.
Será possível eu ser tão sensato
Parado no claro ou no escuro
Tentando te escrever
E sempre fazê-lo pra conseguir a mim mesmo me dizer
Necessárias palavras... Indesejável sentimento.
Singular, pois este o é único e solitário, apenas um ser.
E que me habita.
Será que de tão obscuro
Desaprendi a viver?
Devo ter esquecido...
As portas trancadas com chaves estragadas que tento meter nas fechaduras lacradas
Meu quarto é um buraco arejado sem janelas no qual vivo sem respirar.
Meu tentar jaz vencido.
Meu café esfria e a mente desmente meu amor tão carente
Meu gato acalento, meu Deus me observa e sente meus ombros dormentes
Mas continua a admirar
Calma...
"Karma?"
Misunderstand
Eu o prego na minha alma.
O Cubículo Verde
Não deve hoje existir lugar que eu prefira estar
Não existe melhor espaço para um corpo definhar
Mas minha cama nas madeiras de alicerce
Minhas paredes verdes estranhas
Meu lar.
Verde sempre foi deplorável
Tudo tem um sentido no final.
Eu estou aqui por um motivo
É um castigo imperdoável
E meu destino o que mais se não será?
E o que se não tolice foi um dia pensar
Pintar uma destas paredes de preto
A minha alma é verde
E pintá-la negra é meu pesar
Verde é a esperança.
Branco é o meu sonhar.
E o que é o preto senão minha desesperança?
Tudo tem um sentido afinal.
E eu estou aqui por um motivo
Que não vou perdoar.
E quando a hora de pagar for
E o sofrimento começar
Eu sei que eu vou chorar
Eu sei que eu vou me arrepender
Mas existir nunca foi uma opção
Foi imposto como toda a merda que vai pro vaso
Toda a merda impura que há de se despejar
E eu sou tão porco quanto a impureza que nela há
Sempre houve, sempre haverá.
Tudo tem um sentido afinal.
E eu estou aqui por isso.
Pra querer e não conseguir parar de enxergar.
Não existe melhor espaço para um corpo definhar
Mas minha cama nas madeiras de alicerce
Minhas paredes verdes estranhas
Meu lar.
Verde sempre foi deplorável
Tudo tem um sentido no final.
Eu estou aqui por um motivo
É um castigo imperdoável
E meu destino o que mais se não será?
E o que se não tolice foi um dia pensar
Pintar uma destas paredes de preto
A minha alma é verde
E pintá-la negra é meu pesar
Verde é a esperança.
Branco é o meu sonhar.
E o que é o preto senão minha desesperança?
Tudo tem um sentido afinal.
E eu estou aqui por um motivo
Que não vou perdoar.
E quando a hora de pagar for
E o sofrimento começar
Eu sei que eu vou chorar
Eu sei que eu vou me arrepender
Mas existir nunca foi uma opção
Foi imposto como toda a merda que vai pro vaso
Toda a merda impura que há de se despejar
E eu sou tão porco quanto a impureza que nela há
Sempre houve, sempre haverá.
Tudo tem um sentido afinal.
E eu estou aqui por isso.
Pra querer e não conseguir parar de enxergar.
Eu Li.
Das vezes tantas
Que dancei
Das vezes tantas
Que temi
Das vezes tantas
E tantas
E tantas
Das coisas que eu desisti
Você foi a coisa mais bela e mais problemática que já me aconteceu.
With the lights out is less dangerous
Here we are now, entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now, discuss us
De todas as vezes
Que eu fumei
De todas as vezes
Que eu orei
De todas as vezes
Todinhas
De todas
Você foi o cigarro mais triste que já traguei
Pétalas de uma margarida doce esmigalhadas dentro de folhas de seda
Da mais pura que provei.
With the lights out is less dangerous
Here we are now, deplorable us
I feel stupid and I am moron
Here we are now, we are hopeless
De todas as bebidas que tomei
De todas as comidas que ingeri
De todas as malícias que digeri
E todas as outras coisas relacionadas
Você foi a única que gostei
Até o fim.
E o fim, pra mim, está sempre tão distante
Quanto está próximo
Quanto está inalcançável
Imaculado e impenetrável
But here we are now, maintain us
Que dancei
Das vezes tantas
Que temi
Das vezes tantas
E tantas
E tantas
Das coisas que eu desisti
Você foi a coisa mais bela e mais problemática que já me aconteceu.
With the lights out is less dangerous
Here we are now, entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now, discuss us
De todas as vezes
Que eu fumei
De todas as vezes
Que eu orei
De todas as vezes
Todinhas
De todas
Você foi o cigarro mais triste que já traguei
Pétalas de uma margarida doce esmigalhadas dentro de folhas de seda
Da mais pura que provei.
With the lights out is less dangerous
Here we are now, deplorable us
I feel stupid and I am moron
Here we are now, we are hopeless
De todas as bebidas que tomei
De todas as comidas que ingeri
De todas as malícias que digeri
E todas as outras coisas relacionadas
Você foi a única que gostei
Até o fim.
E o fim, pra mim, está sempre tão distante
Quanto está próximo
Quanto está inalcançável
Imaculado e impenetrável
But here we are now, maintain us
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