Pego um pouco de tudo
Quando te visito
Cheiros de perfume
Versos profundos
Textos infindos
Amor
Pinturas sem fundo
Agouros surdos
Memórias de um passado contundo
De tudo um pouco e contudo
Não levo nada
Porque de ti já tenho tudo
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
domingo, 10 de fevereiro de 2019
Agora somos amigos
Sinto-me especial
nos textos teus.
Porque tu me escreve
com sinônimos
de tamanha exagerada significância.
Sempre foi um afago no meu ego,
sempre foi uma puta ao meu dispor.
Sempre foi um agouro de ouro,
e uma canção cortês.
Mas só agora somos amigos.
Só agora vejo o valor
e chego a ficar tonto
com tantos adjetivos
que você me escreveu.
Eu nunca fui um poeta,
sempre uma sombra
a te perseguir.
Um resto de inveja
te tentando distinguir
no meio de sentimentos
conservados em verniz.
Mas agora nós somos amigos.
Está envolta em cordéis
numa cama de flores,
só anda debaixo de um corcel.
Meu amor.
Agora sim, um amor.
nos textos teus.
Porque tu me escreve
com sinônimos
de tamanha exagerada significância.
Sempre foi um afago no meu ego,
sempre foi uma puta ao meu dispor.
Sempre foi um agouro de ouro,
e uma canção cortês.
Mas só agora somos amigos.
Só agora vejo o valor
e chego a ficar tonto
com tantos adjetivos
que você me escreveu.
Eu nunca fui um poeta,
sempre uma sombra
a te perseguir.
Um resto de inveja
te tentando distinguir
no meio de sentimentos
conservados em verniz.
Mas agora nós somos amigos.
Está envolta em cordéis
numa cama de flores,
só anda debaixo de um corcel.
Meu amor.
Agora sim, um amor.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Oferendas
Carrego nos ombros
A cabeça de ontem
A cabeça de hoje
E elas pensam em ti
A cabeça de hoje
E elas pensam em ti
Me torno um marejo
Se peço-te fim
Do amor que nutriu
Dos nossos sonhos de anis
Então te forjo coroa
De oitocentos rubis
Numa tentativa de substituir o amor
Trabalhado em marfim
E ainda assim está aqui
E ainda assim está aqui
De cetro e capa
Ouro, veludo e prata
Certamente me ama
E certamente disfarça
E eu continuo levantando pontes
Pra você não cair
E pintando quadros
De todas as cores
Você é sereia
Eu oferendas mil
De armaduras a mantas
Arcos e lanças
Estupro, matança
Um reino em chamas
Você é rainha
Eu rei do vazio
E a culpa ainda dança
Uma ferida vil
Desculpa, criança
Somos só aliança
Não consigo ser mais gentil
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Nutrição
De Débora, do Incoerência, Doce.
Alguns dias são lentos
Morrem como nascem
Sem raiar ou pôr-se o sol
Sem horas contáveis
Ou eventos em qualquer escala
São apenas minutos
Um após o outro
Seguindo-se, qual trilhas de formigas
Buscando alimento em mim
Alguns dias
Desnutrem-se
Pois em mim não há nada
Sou um oco
Um vazio
Uma falta de vida
Ou fim.
domingo, 18 de março de 2018
Ainda Somos Os Mesmos
Não é curioso
Que depois de tanto tempo
Na verdade nossos blogs
Se parecem os mesmos?
Nas suas cores,
Nos seus assuntos,
Nos odores
De planta e chuva
Na escolha
De palavras
Avassaladoras.
O teu sempre superior.
O meu, timidamente,
tentando ser prior
com sermões indecentes.
O teu, meu amor,
sempre melhor.
O meu, que é teu,
tentando se superar.
Não é curioso,
que de tanto tentar
acabamos mesmo
nos separando?
E ainda assim,
ainda somos iguais.
Que depois de tanto tempo
Na verdade nossos blogs
Se parecem os mesmos?
Nas suas cores,
Nos seus assuntos,
Nos odores
De planta e chuva
Na escolha
De palavras
Avassaladoras.
O teu sempre superior.
O meu, timidamente,
tentando ser prior
com sermões indecentes.
O teu, meu amor,
sempre melhor.
O meu, que é teu,
tentando se superar.
Não é curioso,
que de tanto tentar
acabamos mesmo
nos separando?
E ainda assim,
ainda somos iguais.
sábado, 22 de julho de 2017
Nícolas e Débora
Ele queria salvar o mundo
as mãos nas costas, na cabeça o oculto
Ela queria salvar a si mesma
as mãos amarradas, a cabeça no alto.
Ele tinha muitos argumentos
e ela a preguiça de debater.
Ele tinha orelhas grandes
e ela mal tinha ouvidos.
Ele tinha fatos aos quais se ater
e ela simbolismos que não podia descrer.
Ele escrevia para o público ler,
e ela para a si mesma entender.
Ela e seu rosto escondido
debaixo das cobertas.
Ele e seu procurar incessante
por um rosto amigo.
Ela no Rio de Janeiro
e ele onde morava o perigo.
Ele querendo ser político
e ela analisadora dos convívios.
Dois artistas sem rumo.
Ela e seus sentimentos ambíguos,
ele e suas certezas sem ritmo.
Eles e seus defeitos malditos
em brigas sem espaço pra trégua.
Dois poetas.
Nícolas e Débora.
as mãos nas costas, na cabeça o oculto
Ela queria salvar a si mesma
as mãos amarradas, a cabeça no alto.
Ele tinha muitos argumentos
e ela a preguiça de debater.
Ele tinha orelhas grandes
e ela mal tinha ouvidos.
Ele tinha fatos aos quais se ater
e ela simbolismos que não podia descrer.
Ele escrevia para o público ler,
e ela para a si mesma entender.
Ela e seu rosto escondido
debaixo das cobertas.
Ele e seu procurar incessante
por um rosto amigo.
Ela no Rio de Janeiro
e ele onde morava o perigo.
Ele querendo ser político
e ela analisadora dos convívios.
Dois artistas sem rumo.
Ela e seus sentimentos ambíguos,
ele e suas certezas sem ritmo.
Eles e seus defeitos malditos
em brigas sem espaço pra trégua.
Dois poetas.
Nícolas e Débora.
domingo, 9 de julho de 2017
Quem será?
Quem será que me deixou assim?
Será que você acreditaria
que ela foi quem inventou a cor
com um espectro sem fim?
Quem será que me pintou assim?
Ela é um buquê cheio
sendo só mais uma flor
que o universo deu pra mim.
Quem será que me deixou
pra eu viver ainda mais feliz
sem precisar de um show
quando não é como esse alguém quis?
Quem será que se murxou
e perdeu até mesmo o sabor?
Quem será que desabrochou
pra seguir o sol pelo seu calor?
Quem será que te esqueceu?
Quem será que venceu
sua batalha pra nos derrotar?
Nunca mais vamos voltar.
Será que você acreditaria
que ela foi quem inventou a cor
com um espectro sem fim?
Quem será que me pintou assim?
Ela é um buquê cheio
sendo só mais uma flor
que o universo deu pra mim.
Quem será que me deixou
pra eu viver ainda mais feliz
sem precisar de um show
quando não é como esse alguém quis?
Quem será que se murxou
e perdeu até mesmo o sabor?
Quem será que desabrochou
pra seguir o sol pelo seu calor?
Quem será que te esqueceu?
Quem será que venceu
sua batalha pra nos derrotar?
Nunca mais vamos voltar.
sábado, 8 de julho de 2017
Nós Nunca Daríamos Certo
Foi quase um ano de tentativas.
É engraçado como é sempre na promixidade
de trezentos e sessenta e cinco dias.
Ela não era minha outra metade.
Brigávamos, como se fosse assim tão importante
que realmente déssemos certo.
Lutávamos, como se fosse até mais do que urgente
consertar tudo em pouco tempo.
Nós nunca daríamos certo,
ela recitava.
Só voltaríamos se tentássemos fazer certo,
ela reclama.
Não há qualquer chance
de que eu e ela voltemos,
eu confirmo.
Já não seria um romance,
teria amor ao menos,
eu me nego.
Nós nunca daríamos certo?
Não é verdade.
Eu fui muito duro
e não soube esperar.
Tínhamos a amizade.
Eu não fui suficientemente maduro
e sempre quis me casar.
Tamanha profanidade
de querer tanto fez crescer um muro.
Assim, nunca íamos funcionar.
Você estava verde
como as paredes do meu quarto.
Não demos certo, não era pra dar.
Nós nunca daríamos certo.
Nós nunca mais vamos dar.
É engraçado como é sempre na promixidade
de trezentos e sessenta e cinco dias.
Ela não era minha outra metade.
Brigávamos, como se fosse assim tão importante
que realmente déssemos certo.
Lutávamos, como se fosse até mais do que urgente
consertar tudo em pouco tempo.
Nós nunca daríamos certo,
ela recitava.
Só voltaríamos se tentássemos fazer certo,
ela reclama.
Não há qualquer chance
de que eu e ela voltemos,
eu confirmo.
Já não seria um romance,
teria amor ao menos,
eu me nego.
Nós nunca daríamos certo?
Não é verdade.
Eu fui muito duro
e não soube esperar.
Tínhamos a amizade.
Eu não fui suficientemente maduro
e sempre quis me casar.
Tamanha profanidade
de querer tanto fez crescer um muro.
Assim, nunca íamos funcionar.
Você estava verde
como as paredes do meu quarto.
Não demos certo, não era pra dar.
Nós nunca daríamos certo.
Nós nunca mais vamos dar.
sexta-feira, 7 de julho de 2017
O Leão e o Leãozinho
Eu achei que tava apaixonado
por um leãozinho carinhoso
e eu tava.
Mas leão na realidade
tem uma boca grande,
come demais,
tem dentes grandes,
machuca,
e toda aquela juba.
Gosto muito de você, leãozinho,
mas tenho medo dos seus amiguinhos.
Que saudade de você, leãozinho,
onde é que eu fui parar?
Um leão de verdade,
aquelas unhas pra arranhar
e as patas gordas pra esmagar?
Sinto falta do meu leãozinho,
apesar de conseguir escapar
do seu leão de verdade,
mas, câncer, já vai chegar.
por um leãozinho carinhoso
e eu tava.
Mas leão na realidade
tem uma boca grande,
come demais,
tem dentes grandes,
machuca,
e toda aquela juba.
Gosto muito de você, leãozinho,
mas tenho medo dos seus amiguinhos.
Que saudade de você, leãozinho,
onde é que eu fui parar?
Um leão de verdade,
aquelas unhas pra arranhar
e as patas gordas pra esmagar?
Sinto falta do meu leãozinho,
apesar de conseguir escapar
do seu leão de verdade,
mas, câncer, já vai chegar.
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Suas Desculpas
Teu drama de ser tão diferente,
em sofrer eterno desde o início da tua existência,
seu caminhar para o eterno tão longe,
são motivos para ser tão desprezível.
E pode usar suas desculpas
mesmo quando tá realmente no ponto da morte,
nas tuas desgraças
e então me caça pra me fazer ser forte.
Podíamos ter tido cinco filhos:
e é do que sinto saudades.
E todos os textos de amor:
nadas na tua conta infernal da nossa realidade.
E destrói desde nosso anime
até meu ânimo em lembrar que você vive
depois de eu ter te matado
você continua desprezível.
Holy shit, holy shit,
vai se bloquear?
Holy shit, holy shit,
dá mais uma tuitada
Holy shit, holy shit,
ela quer ser notada.
Holy shit, holy shit,
fala que quer morrer
suas desculpas,
um grande e vazio nada.
Os detalhes das possibilidades,
das casas, da decoração,
os sonhos e toda aquela canção,
coisas que não eram verdade.
Coisa que você nunca foi,
desde o início da tua existência
mergulhada no sofrimento mentiroso.
Tu és fantasia, nunca ciência.
Tu és maresia,
nunca a areia.
Irreal que somes com o tempo,
nem me inventes
de voltar no vento.
Eu não deixaria, de qualquer jeito.
em sofrer eterno desde o início da tua existência,
seu caminhar para o eterno tão longe,
são motivos para ser tão desprezível.
E pode usar suas desculpas
mesmo quando tá realmente no ponto da morte,
nas tuas desgraças
e então me caça pra me fazer ser forte.
Podíamos ter tido cinco filhos:
e é do que sinto saudades.
E todos os textos de amor:
nadas na tua conta infernal da nossa realidade.
E destrói desde nosso anime
até meu ânimo em lembrar que você vive
depois de eu ter te matado
você continua desprezível.
Holy shit, holy shit,
vai se bloquear?
Holy shit, holy shit,
dá mais uma tuitada
Holy shit, holy shit,
ela quer ser notada.
Holy shit, holy shit,
fala que quer morrer
suas desculpas,
um grande e vazio nada.
Os detalhes das possibilidades,
das casas, da decoração,
os sonhos e toda aquela canção,
coisas que não eram verdade.
Coisa que você nunca foi,
desde o início da tua existência
mergulhada no sofrimento mentiroso.
Tu és fantasia, nunca ciência.
Tu és maresia,
nunca a areia.
Irreal que somes com o tempo,
nem me inventes
de voltar no vento.
Eu não deixaria, de qualquer jeito.
terça-feira, 27 de junho de 2017
Sem Desculpas
Se me amas
como num drama adolescente
saibas que não tens mais idade
para me amares.
Se me queres
como num romance de sebo
saibas que não és tão culta
para me quereres.
Se me desejas
como se num filme adulto
saibas que não te mereço
para me teres.
Se me pensas
em qualquer forma outra
que em sonhos de noite
não me realizarás.
Se tu achas
que terás qualquer notícia minha
outra que meus postais
do longe reino do Sul,
desaches.
Se jamais me tiveres
não nessa vida serias.
E se essa for nossa única,
não me terás jamais.
como num drama adolescente
saibas que não tens mais idade
para me amares.
Se me queres
como num romance de sebo
saibas que não és tão culta
para me quereres.
Se me desejas
como se num filme adulto
saibas que não te mereço
para me teres.
Se me pensas
em qualquer forma outra
que em sonhos de noite
não me realizarás.
Se tu achas
que terás qualquer notícia minha
outra que meus postais
do longe reino do Sul,
desaches.
Se jamais me tiveres
não nessa vida serias.
E se essa for nossa única,
não me terás jamais.
sábado, 24 de junho de 2017
Depois de Você
Depois de você, notei,
sumiram teus textos,
sumiu teu nome,
sumiu teu rosto.
Depois de você, passei a escrever
textos de ouro,
amarrados com couro,
na força bruta.
Tu já não mais escuta,
não tem meu toque
na tua testa.
Já não tens mais ciência
do que me interessa
e se recusa em cisma
aceitar meu abraço.
Depois de quebrar tua promessa,
se foi, parecendo sem volta,
perdida na tua
dessemelhança.
Depois de nós
nasceu em mim
um filho
pintor de quadros
com namorado
fantasioso,
criativo em seu quarto.
Depois de você,
parece que vai,
lá sabe-se como,
dar tudo certo.
Em memória de Tu.
sumiram teus textos,
sumiu teu nome,
sumiu teu rosto.
Depois de você, passei a escrever
textos de ouro,
amarrados com couro,
na força bruta.
Tu já não mais escuta,
não tem meu toque
na tua testa.
Já não tens mais ciência
do que me interessa
e se recusa em cisma
aceitar meu abraço.
Depois de quebrar tua promessa,
se foi, parecendo sem volta,
perdida na tua
dessemelhança.
Depois de nós
nasceu em mim
um filho
pintor de quadros
com namorado
fantasioso,
criativo em seu quarto.
Depois de você,
parece que vai,
lá sabe-se como,
dar tudo certo.
Em memória de Tu.
domingo, 18 de junho de 2017
18
Se sou quem sou
Não poderia viver ou dar a outrem
Tal essência de ser quanto te dou
Porque és para ti que aqui estou
De fato, atrasado para pegar o trem
De fato, atrasado para pegar o trem
Como sempre, apaixonado por Tu
Perdido em lembrar de coisa outra
Qualquer que não a nós pertença
Se amasse qualquer um
Não teria diferente sentença:
O tédio, o descaso, pois outra que morra
Só quero a ti.
Assim,
Declaro,
Escrevo a você.
Diretamente,
Sem bordas ou
Com fim.
Rimo, pois te ter
É harmonia
E simpatia
Por esta condição
Que tenho de escrever
E nada mais querer
Além de te ver
A sorrir com o coração
E me ser
Completamente
Invariavelmente
Pessoa minha
Concreta.
Avalia
Este nosso amor,
É digno ele de caber no mundo?
E como não,
Se te adoro?
Te quero, assim por perto
Para o sempre todo
A ti devo meu corpo,
Minha rima,
Minha mente e o espírito,
Toda a minha alma
Faz contorno
Tanto na vida…
Termina em ti
E sorri, pois, contigo,
Somente contigo,
Está feliz.
É nosso namoro que rege meu envolto,
Suplico por mais de ti.
Sempre mais, sem cansar, estou a dispor
E te peço que venha a me abraçar.
Pois é tu,
Tu mesma,
Tu que me mantém confiante
A tentar.
Corajoso para desfrutar alegrias,
Sem fraquejar.
Tu és minha deusa,
Assim como quem sonho cultuar
Qualquer dia
Numa luz fraca de uma tarde esperada
De rimas quebradas
Dum dia de cheio luar.
Eu vou te amar.
Te quero, assim por perto
Te quero, assim por perto
Para o sempre todo
A ti devo meu corpo
Minha rima,
Minha mente e o espírito
Toda a minha alma
Faz contorno
Toda esta vida…
Termina em tiNo número dezoito.
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Você
Você não tem escrúpulos
Não tem ideia do que sou.
Na tua boca escorre um veneno
E jorra pra minha direção
Mas pinta tuas páginas,
Delineia versos sem perdão.
Você sempre foi autora
De obras sem perdão.
Mas já é mais do que hora
De me deixar escrever meus textos
Sem precisarem falar de você
Porque não são teus reflexos
Como tudo costuma ser.
Eu gosto de viver, e você não sabe
Eu gosto de existir, quem não deveria
Já é tarde, já é você.
Não tem teu nome aqui,
Só tua marca, porque já é tarde
Já é você.
Não tem ideia do que sou.
Na tua boca escorre um veneno
E jorra pra minha direção
Mas pinta tuas páginas,
Delineia versos sem perdão.
Você sempre foi autora
De obras sem perdão.
Mas já é mais do que hora
De me deixar escrever meus textos
Sem precisarem falar de você
Porque não são teus reflexos
Como tudo costuma ser.
Eu gosto de viver, e você não sabe
Eu gosto de existir, quem não deveria
Já é tarde, já é você.
Não tem teu nome aqui,
Só tua marca, porque já é tarde
Já é você.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Tu
Os versos dos homens fracos não te servem
Os dos meus dedos não te agradam nem machucam
E as histórias que eu conto a ti são fracas e leves
Como as coisas que digo por aí, passam pelos olhos, mas apenas ardem
Você deveria ser mais eu, enquanto eu deveria ser mais tu
Toda coisa que dizes é passageira como um beijo na bochecha
Toda coisa que fumas perduras intensa e te apodrece por dentro
Toda mentira que contas é linda e toda verdade és falta afinal
Todas coisas que te digo abrem uma brecha
Você deveria ser mais eu, enquanto eu deveria ser mais também
Tudo que eu te faço é um basta no tesão
E tudo que te canto é desprevenido de refrão
Tudo que me escreves é falso de coração
E tudo que me cantas é lindo e sem perdão
Nós devíamos ter sexo com mais ardência e discussões mais lentas
Eu me refiro a todas as vezes que eu te firo ou tenho a chance
E todas as vezes que eu te deixo de lado são opacos objetos de desejo
E nada na minha vida é tão falso e virtual quanto nossa relação
E toda coisa que eu te digo é uma grande traição que nunca será perdoada
Mas toda chibata vem do fundo mais profundo deste obsceno coração
Você deveria ser mais você, e eu também deveria ser.
Eu te amo tanto que nem eu sei, e você me ama tanto que nem tem ideia
Eu minto tanto que eu nem sei por quê, e tu me odeia tanto que nem quer saber
Eu sou tão gay que nem piedade tenho, e você tão hétero que nem tem o porquê
Você é minha, Nícolas e eu sou teu, Dionéia
Eu sou seu, Dionaeam, e tu é minha a minha mercê
Eu sou do teu direito e tu tens poder a todos os meus clichês
Como esse e outros, que vou recitar sem fim, sem saber
Odeio teus textos sem constância, e amo eles porque são outros que não os meus.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Teoria dos Sonhos
Em meus devaneios espirituais
Te procuro, solitário.
Meu guia envergonhado
Com minhas peripécias do passado.
Tu andas com gente outra,
Tu te prendes igualmente atrás.
As vezes à frente.
Temos de recorrer à nova postura.
Tempo, tempo.
Até os bons sonhos levam tempo.
Tempo, tempo.
Toda forma de amor leva um bom tempo...
Minha alma vaga por calor material,
Enquanto tu vagas por conhecimento e moral.
Eu velejo em aventuras carnais,
Tu em aventuras perigosas, em umbrais.
Tempo, tempo.
Até os bons sonhos levam tempo.
Tempo, tempo.
Quanto tempo até eu te levar um beijo?
Tempo, tempo...
Tempo.
Te procuro, solitário.
Meu guia envergonhado
Com minhas peripécias do passado.
Tu andas com gente outra,
Tu te prendes igualmente atrás.
As vezes à frente.
Temos de recorrer à nova postura.
Tempo, tempo.
Até os bons sonhos levam tempo.
Tempo, tempo.
Toda forma de amor leva um bom tempo...
Minha alma vaga por calor material,
Enquanto tu vagas por conhecimento e moral.
Eu velejo em aventuras carnais,
Tu em aventuras perigosas, em umbrais.
Tempo, tempo.
Até os bons sonhos levam tempo.
Tempo, tempo.
Quanto tempo até eu te levar um beijo?
Tempo, tempo...
Tempo.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Molti Molti
Você é meu plano. Você vale todo o tempo.
Eu te amo muito.
Eu te quero demais.
É como tem que ser quando você ama alguém.
É como quando eu choro de tristeza e você me alegra.
É como o Sol quando a noite está escura demais.
É como o herói grego que chega para extinguir os monstros invencíveis.
"O amor é o herói grego que chega para extinguir os meus monstros invencíveis."
E você é o meu amor.
Obrigado.
"Liberdade"
Em meio às ruas do Império Romano
Os bordéis, as arenas
Os patrícios e as prostitutas
Os amores e as culpas
Dentre cada beco de Paris
Os ladrões, os mendigos
Os namorados, os sonhadores
Os loucos e os andarilhos
Em cada salão da Grécia Antiga
Os homens e as orgias
Os deuses e os monstros
Os heróis e a filosofia
Em cada rua deste país
Em cada casa sem amor
Em cada grão de areia
Em cada restaurante sem sabor
Em cada favor deste Universo
Nos empréstimos de peças da Verdade
Você em minha ótima está presente
Você é de tudo necessário.
Obrigado, Liberdade.
Os bordéis, as arenas
Os patrícios e as prostitutas
Os amores e as culpas
Dentre cada beco de Paris
Os ladrões, os mendigos
Os namorados, os sonhadores
Os loucos e os andarilhos
Em cada salão da Grécia Antiga
Os homens e as orgias
Os deuses e os monstros
Os heróis e a filosofia
Em cada rua deste país
Em cada casa sem amor
Em cada grão de areia
Em cada restaurante sem sabor
Em cada favor deste Universo
Nos empréstimos de peças da Verdade
Você em minha ótima está presente
Você é de tudo necessário.
Obrigado, Liberdade.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
90 graus
Zorro.
Se fossem três traços, seria simples.
Se fossem no tecido, seria fácil.
Mas, a superfície,
de cores peculiares e sua sutil variação,
possui nomes em dobro,
foneticamente compatíveis.
Pertence a um nome composto,
que é demônio e também é santo.
Não dói como antes doía.
Não queima a pureza do espírito,
ou sequer condena o que a danifica.
A inicial do nome de luta,
que esconde a sua verdade na rotação,
agora adora o seu dono,
como se não houvesse mais volta.
O que agora existe não deseja volta.
Traços irregulares,
dispostos em três direções,
carregados de transparências bege,
equivalem à oração de todos os dias.
Peter, meu Peter.
Revelam a permanência
do que não pode ser previsto.
Peter, meu Peter.
Cuja identidade é forjada
em letras de escolha própria,
consciente da própria voz.
Peter, meu Peter.
E seus belos tímpanos
em deleite dos meus elogios.
E meus profundos olhos
à espera da aparição de seus medos e recados.
Peter, meu Peter.
E os diversos pecados
que decido não cometer.
Se não tivesse, outrora,
avistado o poço,
Se a face que hoje agrada
não tivesse observado com cuidado,
Se não tocasse insistentemente
nas mesmas teclas melódicas,
Ou se, por acaso,
não sentisse medo a cada verso,
Não teria ainda
as vestes que hoje habito.
Não seria,
em voz quase exclusivamente interna,
fonte de luz alguma.
Não preencheria jamais
os pequenos vãos que me moram.
De que me valeriam, afinal,
as marcas de batalha,
se não antes soubesse
a beleza da sua estadia?
Peter, meu Peter.
Não há validade mais extensa
que a da regeneração finita.
Se há cura para o que me cobre,
Há cura para todo o resto.
E todo o resto agora
existe em torno de Peter.
Peter, meu Peter.
Precisamente meu.
Preciosamente
Peter
Se fossem três traços, seria simples.
Se fossem no tecido, seria fácil.
Mas, a superfície,
de cores peculiares e sua sutil variação,
possui nomes em dobro,
foneticamente compatíveis.
Pertence a um nome composto,
que é demônio e também é santo.
Não dói como antes doía.
Não queima a pureza do espírito,
ou sequer condena o que a danifica.
A inicial do nome de luta,
que esconde a sua verdade na rotação,
agora adora o seu dono,
como se não houvesse mais volta.
O que agora existe não deseja volta.
Traços irregulares,
dispostos em três direções,
carregados de transparências bege,
equivalem à oração de todos os dias.
Peter, meu Peter.
Revelam a permanência
do que não pode ser previsto.
Peter, meu Peter.
Cuja identidade é forjada
em letras de escolha própria,
consciente da própria voz.
Peter, meu Peter.
E seus belos tímpanos
em deleite dos meus elogios.
E meus profundos olhos
à espera da aparição de seus medos e recados.
Peter, meu Peter.
E os diversos pecados
que decido não cometer.
Se não tivesse, outrora,
avistado o poço,
Se a face que hoje agrada
não tivesse observado com cuidado,
Se não tocasse insistentemente
nas mesmas teclas melódicas,
Ou se, por acaso,
não sentisse medo a cada verso,
Não teria ainda
as vestes que hoje habito.
Não seria,
em voz quase exclusivamente interna,
fonte de luz alguma.
Não preencheria jamais
os pequenos vãos que me moram.
De que me valeriam, afinal,
as marcas de batalha,
se não antes soubesse
a beleza da sua estadia?
Peter, meu Peter.
Não há validade mais extensa
que a da regeneração finita.
Se há cura para o que me cobre,
Há cura para todo o resto.
E todo o resto agora
existe em torno de Peter.
Peter, meu Peter.
Precisamente meu.
Preciosamente
Peter
Débora.
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