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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Dentes

Este poema é parte do acervo do antigo blog Mainstream Futilities, de 2016. Você pode conferir outros poemas recuperados de lá clicando aqui.

Como de água para etanol
Uma transformação sem precedentes

Me estraga até a alma
Os pulmões, a garganta,
Até as gargalhadas
Eu mereço uma salva de palmas

Eu lembro do tempo
Incontavelmente antes
Com protagonistas
Que agora são coadjuvantes

A dor dos meus dentes
Não se compara ao estrago
Que até a alma se estende
Não existe reparo
Pra dor dos meus dentes

Mas eu nunca me esqueço do tempo
Dos medos dos sabores viciantes
Da saúde que corria ao vento
Incontavelmente antes
Me decepo até o centro
Não há saudade do controle atento

Daquele tempo
Até os estragos sem precedentes
Me tiraram de vez do meu berço
Aonde quer que eu vá e leve meu terço
Segue junto o meu maço
E acendo meus cigarros
E é claro, há dor nos meus dentes.

Predição

Quando as pétalas brancas das folhas de verão secarem
e repousarem sem vida caídas da árvore da vida no outono
será tempo de rosas negras nascerem no inverno
e o inferno chegará a esta terra.

Ainda antes da primavera um novo rei será coroado;
e seus espinhos irão ferir a nação.
Ainda antes do fim de uma quarta próxima estação;
com seus próprios espinhos morrerá sufocado.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Tudo Que Conseguimos Até Hoje

É possível que tudo que construímos
um dia possa acabar.
É verdade que tudo que conseguimos
há de perecer.

Mas nada pode nos abalar,
se com o seu coração está o pensamento
singelo e amarelo de esperança
de que vale mais aproveitar o momento;

Todo mundo vai, é verdade, com o tempo,
no seu dado instante desaparecer.
Isso não significa que sejamos areia
que se perde pra sempre no deserto;

O amor não é um laço invisível que nos une?
Então eu estou certo se afirmo que não somos
areia que se perde no deserto,
enquanto o vento afasta ela pra longe,
nossos laços nos puxam mais pra perto.

Já passamos por essa bifurcação outras vezes.
Tá na cara que uma hora acaba, mas
quem é que quer viver evitando o final da festa?
Só chega mais, talvez o fim se afaste de nós.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Subitamente

Por favor
Alguém me apareça
Com uma razão pra viver
Um abraço que aqueça

Por favor
Alguém na minha frente
Com algum amor
Subitamente

Não elabore todo um plano
Se com uma palavra já nos alegramos
Imagina um 'eu te amo'

É tudo o que faz falta
Num mundo baseado no mercado
O amor tá em alta
Quando nada faz sentido

Por que é tão bom?
E por que não?
Procura-se um motivo pra ter força
Sobre qualquer pressão

Apareça
Faça e aconteça
Algo pelo quê tentar
Algo pelo quê continuar

Nas ruas
Tantos sorrisos preenchendo bochechas
Pessoas
Saindo dos cantos sem se queixar
Cabeças
Baixas sem ombros em quais deitar

Por favor
Alguém se cruze
E faça ser filme de chorar
Use e abuse

Por favor
Encontre na sua mente
De ficar em casa um horror
Pra sair e topar comigo
Subitamente

MAIS VISTOS DE JULHO


Olar!

Finalmente Julho chegou ao seu fim, e com isso cada vez nascem mais leoninos em 2017. Pois bem, como você já deveria saber, todo fim de mês tem MAIS VISTOS aqui no blog, e você pode conferir as outras postagens clicando aqui.

Sem enrolação, bora pra lista! Você pode conferir todos os poemas clicando nos títulos deles.


Número 5!

Nícolas e Débora - 62 visualizações, 22 de Julho.

A inspiração para este poema veio de alguns vídeos que meu pai estava assistindo sobre o Uruguay, pois algumas músicas estavam tocando em espanhol e possuíam uma letra muito bonita. Para fazer o poema, por outro lado, eu escrevi sobre meu último relacionamento...


Número 4!

Porcaria - 64 visualizações, 19 de Julho.

Este poema é um tanto pessoal e digamos que não posso contar a origem dele, mas vale dizer que você pode dedicá-lo para qualquer espírito de porco que conheça. É um dos meus favoritos do mês.


Número 3!

Sem Fim - 65 visualizações, 20 de Julho.

O nome original era Infindo, palavra que descobri enquanto fazia a pesquisa para escrevê-lo. É auto-explicativo, mas vale dizer que ele relaciona as coisas que faço com coisas que nunca possuem uma conclusão - mas de uma forma mais positivista, pois coisas infinitas são diferente de coisas das quais você desiste e, portanto, não possuem um fim.


Número 2!

Pulp Fiction - 71 visualizações, 16 de Julho.

Este poema é original do dia 18 de Abril de 2016, mas era bem diferente antes. Quando me deparei com ele novamente, achei muito bom e resolvi reescrevê-lo. Existem muitas referências sobre coisas que gosto espalhados por este texto: Raiton, por exemplo, é o poder de estilo raio no anime Naruto e Naruto Shippuden. Jupita Jubilee, outra referência no poema, é o nome de um personagem meu que tem um relacionamento com uma garota chamada Phenomena, que significa "fenômenos", assim no plural, em inglês (por isso a palavra fenômenos vem acompanhada do nome dele no poema).


Número 1!

Querida, eu queria ser poesia - 86 visualizações, 17 de Julho.

Quem não quer ser um livro aberto e exposto a todos? ... Bom, talvez eu seja um dos poucos. Só que isso não quer dizer que eu simplesmente gostaria de ser mais aberto, mas você pode me entender melhor no significado dessa poesia que gostei tanto se ler também Assim Tão Interessante, que fala sobre se querer ser tão interessante quanto algumas pessoas que não nos conhecem acham que somos. Agora faça o cálculo final: você prefere que alguns te admirem pelo que você não é, ou ser admirado por poucos pelo que verdadeiramente é? Talvez agora você entenda o porquê querid, de eu querer ser poesia.



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Então é isso,
Obrigado pela sua visita, e todo dia tem poemas novos, seja bem-vindo!


See ya ✌

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