Agradecimentos
Ao monge budista
Que me melhorou.
Desculpas
Ao monge budista
Que eu abandonei,
E aos seus cabelos dourados
Saudades,
Porque os amei.
Lírios
Ao monge budista,
Porque tinha ares de artista,
E merece mais que poemas vis.
Pedras ametistas,
De poder incomensuráveis
Ao monge em transe,
Cuidando de suas pedras duras,
De seu coração de lobo,
De seu canto de cordeiro,
Refazendo suas listas.
Amor, muito amor
Ao monge budista,
Porque merece e devo
Uma imensidão de favores.
Carinho e abraços
Ao monge budista
Porque de mim leva mágoas frias,
O monge merece calores,
Merece anjos adornados de prata e ouro,
Merece aplausos, merece flores,
Merece agrados e não mais agouros.
Companhia em silêncio,
Ao monge budista,
Meditando solitário à montanha,
Uma conexão, um consenso,
Um título de mestre
Ao monge budista.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Teoria do Aprendizado
Assim o homem moldou de terra seu aprendiz
E lhe deu o sopro da vida.
Assim diz a teoria do aprendizado criacionista;
Assim diz o servo da dívida.
Aprender, continuar, sem cessar.
Suicidar, para aprender apenas de mais tarde,
Que amar é o único caminho para o amor.
Amar é a única saída para amar melhor
E receber ainda mais.
Assim o homem moldou de terra seu aprendiz
E lhe deu o sopro do conhecimento.
Assim diz a teoria da sabedoria,
E o homem de tudo sabe, sem nada saber de fato.
E lhe deu o sopro da vida.
Assim diz a teoria do aprendizado criacionista;
Assim diz o servo da dívida.
Aprender, continuar, sem cessar.
Suicidar, para aprender apenas de mais tarde,
Que amar é o único caminho para o amor.
Amar é a única saída para amar melhor
E receber ainda mais.
Assim o homem moldou de terra seu aprendiz
E lhe deu o sopro do conhecimento.
Assim diz a teoria da sabedoria,
E o homem de tudo sabe, sem nada saber de fato.
Cacos
Ser quebrado é uma dádiva
Ser a personificação do milagre
De cacos de vidro
Tornar-se cristal,
Imune ao tempo.
Estar quebrando,
Se desfazendo,
Hora depurando,
Hora desaparecendo.
Eu sou areia do deserto,
Nuvem dos céus,
Tinta do rosto rubro,
Amor do corpo nu,
Ébrio, sóbrio,
Opaco, translúcido,
Em transição,
Nos véus do universo,
Eu brilho.
Eu sou cacos de vidro,
Eu sou gás tóxico,
Evaporando das águas termais,
Para chover em Júpiter,
Sou diamante.
Sou tudo, e nada nem eu,
Nem ninguém foi jamais.
Ser a personificação do milagre
De cacos de vidro
Tornar-se cristal,
Imune ao tempo.
Estar quebrando,
Se desfazendo,
Hora depurando,
Hora desaparecendo.
Eu sou areia do deserto,
Nuvem dos céus,
Tinta do rosto rubro,
Amor do corpo nu,
Ébrio, sóbrio,
Opaco, translúcido,
Em transição,
Nos véus do universo,
Eu brilho.
Eu sou cacos de vidro,
Eu sou gás tóxico,
Evaporando das águas termais,
Para chover em Júpiter,
Sou diamante.
Sou tudo, e nada nem eu,
Nem ninguém foi jamais.
Tu, Sempre Tu. Outro Eu.
Tu és tu.
O universo sabes quem és tu.
Tu, que tanto o és,
Sabes que és tu.
Já eu,
Não sei quem sou.
Me nomearam vencedor,
E eu me pus em pompas
De perdedor.
Eu hoje sou um;
Que ama;
Que é paciente;
Que vive;
Que pacientemente ama viver.
Que aspira.
Tu hoje és uma,
A mesma que conheci ontem.
Com todos os raciocínios,
Cálculos e respostas,
Crenças e descrenças;
Eu te amo.
Eu te quero.
Te quero bem,
Te quero bem resolvida,
Te quero muito.
Te quero bem,
Te quero bem evoluída.
Eu hoje te quero,
Te quero bem,
E isto é imutável,
E rege as leis da minha afinidade.
Eu ontem fui um,
Hoje quero ser outro,
Melhor.
Que assim seja;
Que assim eu, de carvão,
Me transforme em diamante,
Ou em ouro.
E assim sejas tu,
E assim ficamos bem,
Almas radiantes.
O universo sabes quem és tu.
Tu, que tanto o és,
Sabes que és tu.
Já eu,
Não sei quem sou.
Me nomearam vencedor,
E eu me pus em pompas
De perdedor.
Eu hoje sou um;
Que ama;
Que é paciente;
Que vive;
Que pacientemente ama viver.
Que aspira.
Tu hoje és uma,
A mesma que conheci ontem.
Com todos os raciocínios,
Cálculos e respostas,
Crenças e descrenças;
Eu te amo.
Eu te quero.
Te quero bem,
Te quero bem resolvida,
Te quero muito.
Te quero bem,
Te quero bem evoluída.
Eu hoje te quero,
Te quero bem,
E isto é imutável,
E rege as leis da minha afinidade.
Eu ontem fui um,
Hoje quero ser outro,
Melhor.
Que assim seja;
Que assim eu, de carvão,
Me transforme em diamante,
Ou em ouro.
E assim sejas tu,
E assim ficamos bem,
Almas radiantes.
Quando Tornamo-nos Invisíveis
Eu me pergunto que aconteceu
Com a luz da razão
E da vontade pela verdade.
Eu me pergunto que houve
No ímpeto do clarão,
Que nos fez cegar.
E me pergunto não de hoje
De onde e por quê
Por que nos deixamos parar de crer,
Em qual dado momento
Súbito como o incerto
Nos invadimos de tolice
Nos enchemos de ego
Nos esquecemos de tentar entender...
E seguimos com vontade de ver
O momento no qual iremos ser
Sem nunca parar de querer ter
Sem entender que ser não é ter,
E ter por tempo curto é ser.
Quando tudo mudou?
E quando tudo mudará?
E quando nós iremos ver
O que não vemos jamais?
O que iremos fazer
Cegos, aspirando o Sol,
Surdos, aspirando o som,
Mudos, aspirando o bem?
O que iremos fazer
Nos encontrando imóveis
Na bela tentativa de alcançar
A velocidade da luz
E nos encontramos insolúveis
Querendo a compreensão universal?
Quando queremos ser etéreos
Tornamo-nos mais opacos;
Se queremos menos e fazemos invés
Quando tornamo-nos invisíveis
Quando tornamo-nos incríveis,
Somo-nos felizes.
Com a luz da razão
E da vontade pela verdade.
Eu me pergunto que houve
No ímpeto do clarão,
Que nos fez cegar.
E me pergunto não de hoje
De onde e por quê
Por que nos deixamos parar de crer,
Em qual dado momento
Súbito como o incerto
Nos invadimos de tolice
Nos enchemos de ego
Nos esquecemos de tentar entender...
E seguimos com vontade de ver
O momento no qual iremos ser
Sem nunca parar de querer ter
Sem entender que ser não é ter,
E ter por tempo curto é ser.
Quando tudo mudou?
E quando tudo mudará?
E quando nós iremos ver
O que não vemos jamais?
O que iremos fazer
Cegos, aspirando o Sol,
Surdos, aspirando o som,
Mudos, aspirando o bem?
O que iremos fazer
Nos encontrando imóveis
Na bela tentativa de alcançar
A velocidade da luz
E nos encontramos insolúveis
Querendo a compreensão universal?
Quando queremos ser etéreos
Tornamo-nos mais opacos;
Se queremos menos e fazemos invés
Quando tornamo-nos invisíveis
Quando tornamo-nos incríveis,
Somo-nos felizes.
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