Todos os sintomas apontam saudades
Mas as placas dizem que esse é um caminho sem volta
Mesmo que o vento me empurre pra lá
Exatamente no âmago dos meus problemas
Meu conforto está em esperar a hora certa
E o desconforto em ela nunca chegar
Poemas ou têm pontos ou vírgulas ou nada
Minha vida ou tem um fim ou problemas ou não é nada
Minha pele soou agonia
Minha mente suou plasma
Caiu em vão a espada que eu nem tinha levantado por inteiro
Choro em dessintonia com minha alma escura
Nunca me basta cair uma, duas, três vezes
Tenho que continuar tentando, e é tudo em vão
Sempre volto pra cair no banheiro
Sem forças, sem lucidez, pra dormir no chão da cozinha
Pra fazer minhas mulheres de cozinheiras
Pra exercitar meu feminismo falso
Pra ser preguiçoso, pra não lutar por nada
Fazer de conta que luto por tudo
Pra escutar o barulhinho de chuva
Que só tuas confissões têm
Pra continuar gritando enquanto estou mudo
Pra nunca me bastar escrever mais e mais linhas
Sem dizer uma única palavra
Não convém ser feliz a quem eu sempre iludo
Não cabe a mim dar prazer à quem não quer
Não faz jus à expressão tua voz rouca
Há em todo verso a rima que rimo sem parar
Eu aceito o que vier, qualquer coisa que vier
Mas nunca me levanto pra caçar o que é bom
Nem o que é ruim
Nem coisa alguma que eu não amar.
sábado, 2 de maio de 2015
Meu Cabelo
Mamãe vai cortar meu cabelo à noite.
Pela manhã eu perco minha identidade, gritando com os meus pais.
"Porque eu não posso ser quem eu quero ser? Eu só quero ser eu mesmo e que você me ame por quem eu sou. Quero ser eu mesmo e que você saiba: eu sou o meu cabelo."
Já chega, essa é minha única oração: "Eu vou viver livre como meu cabelo."
Já chega, eu não sou um doido, eu só continuo lutando para ficar bem nas ruas.
Eu tive o suficiente, já chega, já chega, já chega, já chega.
E essa é minha oração, minha última palavra para o resto dos tempos: eu sou livre como meu cabelo. Eu sou o meu cabelo.
E essa é minha oração:
"Eu só quero ser livre, eu quero ser eu mesmo e que amigos me convidem para as suas festas. Eu não quero mudar, eu não quero ter vergonha, eu sou o espírito do meu cabelo e essa é toda a glória que eu tenho.
Eu sou o meu cabelo."
Adaptação da letra da música Hair, Lady Gaga.
Pela manhã eu perco minha identidade, gritando com os meus pais.
"Porque eu não posso ser quem eu quero ser? Eu só quero ser eu mesmo e que você me ame por quem eu sou. Quero ser eu mesmo e que você saiba: eu sou o meu cabelo."
Já chega, essa é minha única oração: "Eu vou viver livre como meu cabelo."
Já chega, eu não sou um doido, eu só continuo lutando para ficar bem nas ruas.
Eu tive o suficiente, já chega, já chega, já chega, já chega.
E essa é minha oração, minha última palavra para o resto dos tempos: eu sou livre como meu cabelo. Eu sou o meu cabelo.
E essa é minha oração:
"Eu só quero ser livre, eu quero ser eu mesmo e que amigos me convidem para as suas festas. Eu não quero mudar, eu não quero ter vergonha, eu sou o espírito do meu cabelo e essa é toda a glória que eu tenho.
Eu sou o meu cabelo."
Adaptação da letra da música Hair, Lady Gaga.
A História do Vencedor do Povo
Lutar para vencer,
Vencer para prosperar.
Aquele que cai,
Caiu e não levantará.
Outro pode se erguer.
O fraco sobre o pequeno,
O ambicioso sobre o avarento,
O rico sobre o pobre,
Até que renasça das cinzas
O Vencedor do Povo.
Não terá um que não ouça seu nome,
Haverão muitos que nunca estarão em sua presença.
Poucos serão beneficiados,
Mas o trabalho estará feito.
O sangue escorrendo pela adaga será a sentença
E a sua depressão será o mundo nunca se curar.
Diante de seus olhos serão apenas as guerras,
O sangue escorrendo pela adaga será a sentença.
Como sempre falhou, o Vencedor do Povo falhará.
Como sempre caiu por si só, cairá.
Como sempre espreitou a janela do pós-vida,
Espreitará
Morrerá,
E como sempre foi o povo, o deixará.
Vencer para prosperar.
Aquele que cai,
Caiu e não levantará.
Outro pode se erguer.
O fraco sobre o pequeno,
O ambicioso sobre o avarento,
O rico sobre o pobre,
Até que renasça das cinzas
O Vencedor do Povo.
Não terá um que não ouça seu nome,
Haverão muitos que nunca estarão em sua presença.
Poucos serão beneficiados,
Mas o trabalho estará feito.
O sangue escorrendo pela adaga será a sentença
E a sua depressão será o mundo nunca se curar.
Diante de seus olhos serão apenas as guerras,
O sangue escorrendo pela adaga será a sentença.
Como sempre falhou, o Vencedor do Povo falhará.
Como sempre caiu por si só, cairá.
Como sempre espreitou a janela do pós-vida,
Espreitará
Morrerá,
E como sempre foi o povo, o deixará.
Sou um aprendiz
Eu sou uma criança
Envolta das minhas fantasias
Da magia de ver o mundo diferente.
Sou ainda adolescente,
Pagando minha fiança por ter nascido.
Sou um aprendiz,
Sou a luz mais reluzente,
Sou eu que tenho que mudar tudo,
Sou o elegido do meu interior.
Sou o vencedor do povo.
Sou aquele que não está na história,
O que irá fazê-la.
Eu sou quem pode ser qualquer coisa,
A criança exterior.
Sou mais que um Peter Pan,
Sou a cegonha que me levou,
Sou o chamado que ordenou que eu fosse produzido,
Sou o calor.
Sou o sexo,
Sou o esperma.
Sou a criança.
A incarnação da inocência.
Envolta das minhas fantasias
Da magia de ver o mundo diferente.
Sou ainda adolescente,
Pagando minha fiança por ter nascido.
Sou um aprendiz,
Sou a luz mais reluzente,
Sou eu que tenho que mudar tudo,
Sou o elegido do meu interior.
Sou o vencedor do povo.
Sou aquele que não está na história,
O que irá fazê-la.
Eu sou quem pode ser qualquer coisa,
A criança exterior.
Sou mais que um Peter Pan,
Sou a cegonha que me levou,
Sou o chamado que ordenou que eu fosse produzido,
Sou o calor.
Sou o sexo,
Sou o esperma.
Sou a criança.
A incarnação da inocência.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Vive no peito
Deixa eu mamar dessa mamadeira,
Deixa eu viver aqui.
Eu quero isso mais que existe,
Não existe fronteira entre isso e aquilo,
Existe minha boca molhada,
Teu seio, o mesmo gosto da boca,
Não existe eu triste,
Não existe mundo lá fora,
Existe minha boca molhada,
Teu seio, e o mesmo gosto de sempre.
Existe chupar, morder, excitar,
Existe incitar, estapear e, ah - gozar.
Deixa eu viver aqui.
Eu quero isso mais que existe,
Não existe fronteira entre isso e aquilo,
Existe minha boca molhada,
Teu seio, o mesmo gosto da boca,
Não existe eu triste,
Não existe mundo lá fora,
Existe minha boca molhada,
Teu seio, e o mesmo gosto de sempre.
Existe chupar, morder, excitar,
Existe incitar, estapear e, ah - gozar.
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