Páginas

Mostrando postagens com marcador Folha de Cerejeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Folha de Cerejeira. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de agosto de 2015

Cobre-te de bondade

Porque choras, anjinho?
Quem te fizeste este mal?
Lembra-te de mim, teu amigo?
Estou sempre aqui contigo.
Não chores, anjo,
Pois tu tens abrigo.

Tudo que levas nesta vida é passageiro,
E um dia tudo debanda de teu coração.
Cada palavra, cada abraço, cada ofensa,
Não te leves de rancor ou depressão,
Faça-te mais e mais até que beire
A felicidade está à distância do portão
Enquanto andas neste cemitério
Bebes das águas sujas e dos monstros sem critério
Alguém te guia, anjo, até o portão.

Não te desvincules da tua bondade
Faça por amor mais do que por maldade
Não te culpes tanto dos erros,
Do que causastes.
Lembra-te que todo dia é uma nova chance
Lembra-te de cada nova oportunidade,
De que quem repete o erro consciente
É vítima de vaidade.
Não sejas leviano, anjo,
Cobre-te de bondade.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Tripudiação

I
Me vences sem nem querer
E cansas teus pés em cima de mim
Às vezes a gente pensa
Que todo mal durará
Mas os piores te levam a crer
Que nem querer pode afastar
O mal pra sempre restará
E tudo que limpas dele irá dobrar
Vais se espalhar
Invés de aquietar
Irás matar a tu e à tua alma
E não há totem que proteja

II
Mas calma que vem
Dia melhor pra secar as águas
Da chuva da tempestade
E as cicatrizes você tapa
Com o mesmo pó que tapa teu rosto
E depois pinta um sorriso
Pinta uma tatuagem bonita
Calma que vem
Dia melhor pra secar as águas
Da chuva da tempestade...
E o sol vai brilhar com muita vontade.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Apelo de amigo

Não...
Se mata
Vamos voltar a ser o que éramos antes
Com nossos bibelôs na estante
Licor de mentes vazias

Sexo...
Prioridade
Na mata
Cansaço alucinado
Corante de olhos azuis

Vamos voltar a ser o que éramos antes
Nos dedos cruzados
Nos dedos grudam as coisas
Dedos suados, gozados, resfriados
No nariz gelado
O beijo de amantes
Nas minas internas
Diamantes roubados

Vamos voltar a ser o que éramos antes
Perdidos, achados,
Loucos de pedra, cuca rachada
Vamos correr pelos campos
Apelo de amigo, volta pra lá
No âmago...
No interior...
Te todo o problema
Para de invejar as pessoas de cabeça pequena
A ignorância
Desesperança
Melhor que...

Não se mata
Volta pra casa
Volta pro colo
Vive de nada
Trabalha e reza
E se permite morrer
De velho
De novoutra vez!

Vamos voltar a ser o que éramos antes
O que éramos antes
Sem sonata de despedida
Sem carta suicida
Sem mágoa do amor perdido
Sem dor do pulso cortado
Sem desamparo
Engrandece esse ego porque?
Se é tão grande pode te esquentar
Volta pra casa, se enrola em si mesmo
Vive feliz, vive disso, vive daquilo
Apelo infeliz do teu eu esquecido
Volta pra mim

Não...
Se mata.

Não...
Se mata.

Não...
Não...
Não...
Não...
Não!

Veja também