Hoje em dia sinto que minhas rimas
Por mais que expremendo dê poesia
Não dizem nada
Perderam seu valor de troca
Eu não queria voltar no tempo
Mas queria aprender
Essa coisa de ter saúde
Em tudo o que amo fazer.
Hoje em dia sinto que minhas rimas
Por mais que expremendo dê poesia
Não dizem nada
Perderam seu valor de troca
Eu não queria voltar no tempo
Mas queria aprender
Essa coisa de ter saúde
Em tudo o que amo fazer.
Amigo, a longo prazo
Te ter é melhor
Assim do que no prego
Te prendendo
Como um Cristo cego
E injustiçado.
Eu te amo, e te quero
Como amigo
Na progressão
Do infinito
Mas como amante
Nos comemos
Sem sentir o gosto
Amigos, fiquemos.
Eu achei que tinha aprendido
Que menos é mais
Que julgar é errado
Mas assim mesmo
Escrevia demasiado
Criticando poemas pequenos.
I de III
Se eu conseguir poemar
Se entende por deixar
De lado o escape de amar
E ser amado
Quero reformular
A minha profissão
Mas me dói deixar de lado
O que amei por mais tempo
E com mais paixão
II de III
Não tenho tido tempo pra você
Mas não quero, escrever
Te perder
Mas não tenho, à sua mercê
Conforto
III de III
Quero te pintar e descrever
Porém, pra me fazer feliz
Como uma camiseta esquecida no armário
Que volta a servir
Como uma pílula que tinha gosto ruim
Mas é pra me fazer sentir
Como um normy que se tornou classy
Repaginado e pronto pra agir
Como um usuário de ecstasy
Imaculado e saudável fazendo beleza com poetry.
Eu tenho no sopro partículas de tu
Porque minh'alma em ti crê
Mas a garganta te estraçalha em medo
Quero te perder, Ale
Quero te ter, te ter
Fugir, desaparecer
Teus braços pra me esconder
Uma esmola de um devaneio teu pra me satisfazer
Qualquer instância de apreço
Uma piscadela, um beijo
Um carinho lento no cabelo
Te ouvir dizer "eu te vejo"
Não me cessa o desespero
Ale maneja os seus dates
E não me para o desejo
De ser o primeiro, quando vejo it's late e eu te odeio