Seringas sujas de sangue
Levando meus genes ao próximo
Intoxico a sala inteira
Não pretendo incomodar
A AIDs é que pediu seus corpos
Eu só quis agradar
E os cacos de vidro que eu cheiro
São só pra rasgar minha alma
E as mentiras que eu conto
São só pra te trazer conforto
Marlboro Vermelho
Porque a cor das minhas paredes mudou
Só nessa semana
Porque minha mãe deixou
Vou fumar toda a carteira
E me deixar sofrer.
Se nada disso é real
Nada disso é real
Quando nada disso é real
Não é real
Marlboro Vermelho
Porque minha íris não é lilás
Só nessa vida
Porque meu Pai não quis
Vou fumar as carteiras todas
Pra apressar os planos de partir
Vivo tantas vidas nessa
Só pra desculpar a vida curta
Que eu devo ter
E as maldades que eu faço
São só pra disfarçar o meu sabor doce
De vez em quando
Você devia ver, amor, o quão bom eu poderia ser
Mas sou assim porque
Não tem por quê
Nem pra quem
Porque ninguém quer ver
Palavras doces sussurradas no papel
Ao amanhecer
Porque meus reminders são rejeitados
Pelos possíveis alicerces
De uma possível sanidade
Marlboro Reds
Porque a cor da minha aura é vermelha
Like the red eyes of the bad guys
How am I supposed to be good?
When I live and love you
But there's no such thing in my life?
Marlboro Reds
São reais.
Marlboro Reds
Me enchem mais
Que seus beijos inexistentes
Ou alentos infernais
Da ansiedade
Que me fuma eternamente
Já tive o bastante
De possíveis alicerces
De uma possível sanidade
Basta, cheri, cry,
Vous et absent,
Absent pour moi.
sábado, 20 de maio de 2017
sexta-feira, 19 de maio de 2017
Bichos e Monstros (09/2016)
Bichos decorrem sobre a loucura
Nas letras dos textos e suas músicas
Bichos decorrem a sanidade
Por veias pulsantes de indignidade
Monstros decorrem sobre salvação
No julgamento errôneo do novo
O monstro salva as mocinhas
Disfarçadas na verdade também são
Bichos e monstros
Perdidos na selva se comem
Coisos e trambolhos
Perdidos na selva se matam
Estraçalham
Palhaços do destino se comovem
E morrem na tentativa de serem (sãos)
Cavalheiros na floresta se perdem
E damas se suicidam sem mãos alcançando-as
No fundo de poços imorais
As damas sem rosto arrancam seus cabelos
São negros, ruivos e louros
E embranquecem na imundice imortal
E mal saram feridas
As novas se cortam por cima
As novas se cortam por cima
São bichos e monstros
Digladiando-se no culto infernal
O fraco e o forte não são um conceito real
No mundo de loucos
É onde há mais sentido moral
E na maquiagem inspirada na noite
Se encontram os melhores sorrisos
E das bocas de batom escuro
Os discursos mais sábios do mundo
O mundo de bichos
E monstros batalhando por dinheiro
No final do túnel
É que tem luz
É onde se faz jus
Homens abençoados por Deus
A despeito do fútil
A profundidade só se encontra no fundo
Nos loucos do submundo.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Tu
Os versos dos homens fracos não te servem
Os dos meus dedos não te agradam nem machucam
E as histórias que eu conto a ti são fracas e leves
Como as coisas que digo por aí, passam pelos olhos, mas apenas ardem
Você deveria ser mais eu, enquanto eu deveria ser mais tu
Toda coisa que dizes é passageira como um beijo na bochecha
Toda coisa que fumas perduras intensa e te apodrece por dentro
Toda mentira que contas é linda e toda verdade és falta afinal
Todas coisas que te digo abrem uma brecha
Você deveria ser mais eu, enquanto eu deveria ser mais também
Tudo que eu te faço é um basta no tesão
E tudo que te canto é desprevenido de refrão
Tudo que me escreves é falso de coração
E tudo que me cantas é lindo e sem perdão
Nós devíamos ter sexo com mais ardência e discussões mais lentas
Eu me refiro a todas as vezes que eu te firo ou tenho a chance
E todas as vezes que eu te deixo de lado são opacos objetos de desejo
E nada na minha vida é tão falso e virtual quanto nossa relação
E toda coisa que eu te digo é uma grande traição que nunca será perdoada
Mas toda chibata vem do fundo mais profundo deste obsceno coração
Você deveria ser mais você, e eu também deveria ser.
Eu te amo tanto que nem eu sei, e você me ama tanto que nem tem ideia
Eu minto tanto que eu nem sei por quê, e tu me odeia tanto que nem quer saber
Eu sou tão gay que nem piedade tenho, e você tão hétero que nem tem o porquê
Você é minha, Nícolas e eu sou teu, Dionéia
Eu sou seu, Dionaeam, e tu é minha a minha mercê
Eu sou do teu direito e tu tens poder a todos os meus clichês
Como esse e outros, que vou recitar sem fim, sem saber
Odeio teus textos sem constância, e amo eles porque são outros que não os meus.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Música Fanha (09/2016)
Eu não pretendi
Ouvir vozes comuns
Mas é de hoje
Que tendo a estranhá-los
Tão frios e normais
São calos dos demais
Que esfriam a música dos meus ouvidos
São calos dos demais
Tão frios e normais
Que levam embora meus versos
Meus textos se tornam escassos
E também estranho
Que sejam tão fanhos
Ou roucos que parece
Tão de propósito
Serem ruins
Que sejam desafinados
Mas deem o recado
Que esperamos ouvir
Mesmo estragado
Nos anos oitenta
Eu não era vivo
Mas queria sentir
Aquela vontade
De voltar aqui
Música, não se acanha
Seja um mártir
Música, entra nas minhas entranhas
Me diverte atoa
Pra eu voltar ao teu covil
Na minha mente
Deixa eu gozar em ti
Pra sempre
terça-feira, 16 de maio de 2017
Menos É Mais (08/2016)
Ficava vendo os retratos
Chupando dedo e
Pagando pau pra essa época do passado
Apesar de tudo
Ficávamos tão lindos juntos
Naquela remessa de roupa suja
Dá pra ver bem claro as mentiras turvas
Eu odeio ela
Ela me odeia
A vida segue
A gente não faz ideia
Eu aprendi com ela
Menos é mais
Versos menores
Palavras dosadas
Vi ela com outro rapaz
Menos é mais
Disfarço as dores
Bochechas rosadas
Ela olha meu nojo
Menos é mais
Menos sem você
E nosso relacionamento cadáver
Menos é mais
Mais de você
Menos de nós
Plus tristé
Eu digo, não importa
A quantidade ingerida
A abstinência não para
Eu bato na sua porta
Te trouxe meu papel
De trouxa
Eu odeio ela
Ela me odeia
A vida segue
Não fazemos nem ideia
Eu amo ela
Ela eu não sei
Ela tem plateia
Vou ser o amigo gay
Chupando dedo e
Pagando pau pra essa época do passado
Apesar de tudo
Ficávamos tão lindos juntos
Naquela remessa de roupa suja
Dá pra ver bem claro as mentiras turvas
Eu odeio ela
Ela me odeia
A vida segue
A gente não faz ideia
Eu aprendi com ela
Menos é mais
Versos menores
Palavras dosadas
Vi ela com outro rapaz
Menos é mais
Disfarço as dores
Bochechas rosadas
Ela olha meu nojo
Menos é mais
Menos sem você
E nosso relacionamento cadáver
Menos é mais
Mais de você
Menos de nós
Plus tristé
Eu digo, não importa
A quantidade ingerida
A abstinência não para
Eu bato na sua porta
Te trouxe meu papel
De trouxa
Eu odeio ela
Ela me odeia
A vida segue
Não fazemos nem ideia
Eu amo ela
Ela eu não sei
Ela tem plateia
Vou ser o amigo gay
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