Teu certo
Tuas botas largas
O assento de pedra
Os cigarros sujos de batom
Os olhos de marrom
Eu queria estar aí
E compartilhar tuas blasfêmias
Aí, garota
Os beijos seriam mais longos
As noites mais quentes
Não seria frio
Os vesgos...
Enxergariam melhor
Tudo que penses
Penses em abril
Nós dois somos juntos
Juntos pra todos os sempres
Mas tá certo também
Ficar longe de nós
Dois mundos não convivem
Ainda estaremos a sós nós dois
Acredite num tempo um pouco
Pouco mais além
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terça-feira, 12 de maio de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Marcas mesquinhas
Sangrastes pouco, amigo
Mas certo dia receberei o que mereço.
Algumas coisas na vida são mérito,
Outras ganas de mendigo.
Matrona do meu cerebral colégio
Aprendizados que eu nunca coletei
Marcados como um fogo aceso
Como todos aqueles a quem amo mas queimei
Desenhos célebres afinal
Espelho embutido no pulso
Levo-os a qualquer lugar, dia/noite
Como no peito, os amo, venero, uso
Minhas marcas mesquinhas
Esperando se tornarem minha sorte
X - Proteção dos meus medos abissais
XI - Sucção dos meus medos da morte
XII - Afirmação da minha vida em ação
XIII - Hemorragias sensacionais
Autobiografia, autópsia, recordação.
Autoflagelo, conquista, ambição.
Minhas marcas mesquinhas estão comigo
Seja lá onde for que elas vão, eu estou lá
Desta vez tu sangrastes pouco, amigo.
Da próxima...
Autoprofecia Infernal
Quando a chuva chegar de novo
O terceiro estilhaço o ferirá
As ruas estarão cheias de sangue
Mas será a penúltima vez, amigo
Você nunca mais irá se cortar
Mas quando a tempestade chegar
Não haverá alma no mundo que impeça o demônio
Será o abate o terceiro dos riscos
Não terás mais nada a perder, vais arrancar
De uma só vez
A vida que te corre os pulsos
Pois serais indigno
Expurgo
Preste atenção em todos os sinais
Quando a próxima chuva cessar
Tudo estará bem em seu rosto
Não sofrerás a pele mais
Mas se uma nuvem nos céus pretear
Corta até o músculo e deixa sangrar
Bate no osso, abre a ferida,
Grita de dor, empalece o pulso
Não terás mais nada a perder, vais arrancar de uma só vez a vida que te corre os olhos, pois serais indigno. Expurgo.
O terceiro estilhaço o ferirá
As ruas estarão cheias de sangue
Mas será a penúltima vez, amigo
Você nunca mais irá se cortar
Mas quando a tempestade chegar
Não haverá alma no mundo que impeça o demônio
Será o abate o terceiro dos riscos
Não terás mais nada a perder, vais arrancar
De uma só vez
A vida que te corre os pulsos
Pois serais indigno
Expurgo
Preste atenção em todos os sinais
Quando a próxima chuva cessar
Tudo estará bem em seu rosto
Não sofrerás a pele mais
Mas se uma nuvem nos céus pretear
Corta até o músculo e deixa sangrar
Bate no osso, abre a ferida,
Grita de dor, empalece o pulso
Não terás mais nada a perder, vais arrancar de uma só vez a vida que te corre os olhos, pois serais indigno. Expurgo.
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