Ficava vendo os retratos
Chupando dedo e
Pagando pau pra essa época do passado
Apesar de tudo
Ficávamos tão lindos juntos
Naquela remessa de roupa suja
Dá pra ver bem claro as mentiras turvas
Eu odeio ela
Ela me odeia
A vida segue
A gente não faz ideia
Eu aprendi com ela
Menos é mais
Versos menores
Palavras dosadas
Vi ela com outro rapaz
Menos é mais
Disfarço as dores
Bochechas rosadas
Ela olha meu nojo
Menos é mais
Menos sem você
E nosso relacionamento cadáver
Menos é mais
Mais de você
Menos de nós
Plus tristé
Eu digo, não importa
A quantidade ingerida
A abstinência não para
Eu bato na sua porta
Te trouxe meu papel
De trouxa
Eu odeio ela
Ela me odeia
A vida segue
Não fazemos nem ideia
Eu amo ela
Ela eu não sei
Ela tem plateia
Vou ser o amigo gay
terça-feira, 16 de maio de 2017
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Sou Agora
Tenho muitas coisas que poderiam me deixar feliz,
Uma pessoa amada, minha amiga e família,
Costumava não conseguir dormir sem passar por um triz
De ir até a raiz de qualquer mazela que passava.
Eu tenho meus dedos, meus diários.
E me envergonho se sou ingrato.
Não é uma rotina feliz se você puder ter tudo,
E não aceita de bom grado.
E as lágrimas sempre batem à porta,
São tantos momentos felizes,
Insaciavelmente completos.
Assim como minha aura agora.
Uma taça de vinho
Pra ficar sonolento
A carteira de cigarro
Me faz sentir culpado
Mas ela me lembra
De me manter motivado
Meus dias eram sempre os mesmos
Depois que resolvi que ia pra frente
Como se tivesse tropeçado
Na casa do meu pai, adentro a mente.
Mas agora vejo ao meu redor pessoas lindas
Me amando, mas também não entendo
O que fiz pra merecer, mas sorrio
Sou agora do tipo que aceita.
Eu não sei aonde estou,
Mas com certeza já estou muito longe.
Uma pessoa amada, minha amiga e família,
Costumava não conseguir dormir sem passar por um triz
De ir até a raiz de qualquer mazela que passava.
Eu tenho meus dedos, meus diários.
E me envergonho se sou ingrato.
Não é uma rotina feliz se você puder ter tudo,
E não aceita de bom grado.
E as lágrimas sempre batem à porta,
São tantos momentos felizes,
Insaciavelmente completos.
Assim como minha aura agora.
Uma taça de vinho
Pra ficar sonolento
A carteira de cigarro
Me faz sentir culpado
Mas ela me lembra
De me manter motivado
Meus dias eram sempre os mesmos
Depois que resolvi que ia pra frente
Como se tivesse tropeçado
Na casa do meu pai, adentro a mente.
Mas agora vejo ao meu redor pessoas lindas
Me amando, mas também não entendo
O que fiz pra merecer, mas sorrio
Sou agora do tipo que aceita.
Eu não sei aonde estou,
Mas com certeza já estou muito longe.
Pedaços Meus (08/2016)
Esboço
Agora anoto quem fui,
Ninguém.
Diferente, pretendi ser,
E ruí.
Tosco esboço de ninguém,
Conclusão
Dum nada falsificado
De tudo,
Tanto que mereci a depressão.
Quem era?
Que pareciam engraçados
Os muros…
Do lado guardava uma canção
Efêmera
Que preenchia minhas têmporas
Mas terminou feia.
Buscava minha própria aprovação
Na reprovação
E encontrei conforto na procura
Da plateia,
Aquela que nunca se encontra
Na abstração,
Aquela à qual pedi perdão
Sem cometer pecado algum.
Falava com ególatra afinco
Do suicídio,
No privado interesse azedo
Do show.
Dançava na cozinha seminu
Cheio de ar
Cheirava a fumaça do cigarro
Vaiando
E ao sonhar coisas do futuro
Não era cru,
Não estava no sofá ou vício
A me lembrar.
Segunda Mão
E desta segunda parte,
Segundas intenções,
A segunda mão que
Não fui eu quem deu.
A dizer tenho muito mais
Do que demonstro tão simples
Pois penso tanto em suicídio
Que é difícil estar em paz
Quando eu falo do passado
Aquele monstro mascarado
Que gosta de se fazer de coitado
Tentando habitar meu cérebro
Mas não ocupa espaço
Não tem cheiro, não tem braço
Ele é tão silencioso quanto
Stalkers que sabem tudo que faço
Mas há de haver dia macabro
Que ele mostrará o rosto
Cheio de falhas pelo uso
Do veneno manipulado, aplicado
Na minha cabeça,
É como se fosse o presente
Na minha presença
Se manifesta e some num instante
Eu não sei como dizer
Eu não sei o que fazer
Quando eu falo do passado
Aquele monstro mascarado
Que gosta de se fazer de coitado
Tentando habitar meu cérebro
Ele tinha nome, cheiro
Ele era pessoa com endereço
Marca de roupa
E não usava tinta no cabelo
Foi ele quem tentou me arrancar
Do marasmo que chamei de inferno
E me deu carona até o abismo
Que ele chamou de paraíso
E aquele nome virou tabu
Aquele peito do qual fui pedinte
A musa que não foi Pagu
Do ano de dois mil e quinze
Aprendi a diferença existente
Entre estar lutando com firmeza
Contra algo com forma e carne
E contra a mentira da mente
É a força para continuar de pé
É uma textura de seda ou de sapé
É a força dos músculos ou da fé
Não tem a ver com você.
sábado, 13 de maio de 2017
Abertura (08/2016)
Foi demorado o aguardo
Das mil carruagens ao pasto
Rodando rodas lentas
Pra chegar em quaisquer lugares
Foi dolorosa a espera
De dois mil anos nesta esfera
Tomando estes ares
Convivendo com essas presenças
Agora chegou a hora
Faça-se a Grande Abertura
Finda-se a tortura
Está aqui a promessa cumprida
Ó, Incoerência
Desde todos os tempos
E de todas as idades
De espírito não pereço
Por isso é que escrevo
Ó, Deus
Agradeço
Não sei por quê
Mas está aqui para estes olhos Teus
A minha caligrafia digital
E minha carência de Te ver
De essência presente e imponente
Nas entrelinhas de tal
Todos estão aqui para se entreter
Eu pela dignidade da mão e dedos
Com palavras que soam como uma semente
Apenas olhe o resguardo dos meus medos
Ainda virão melhores que o primeiro
Melhores que os últimos textos.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Retorno
Depois de dois anos vou voltar a usar este blog para postar poemas e textos em português. Era antes chamado de Café Ou Cigarro, depois de Passado Açucarado, e agora passa a levar apenas meu nome, pois assim sintetiza suficientemente sobre o que o blog vai ser daqui pra frente. Ele já passou de pura depressão para apenas um arquivo de lembrança do mesmo e espero poder seguir daqui demonstrando uma evolução não apenas emocional, mas também como escritor, o que acredito já ter feito em The Arths Diaries, blog onde seguirei postando textos em inglês como tenho feito desde 2016.
Tenha uma boa leitura.
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