Porque choras, anjinho?
Quem te fizeste este mal?
Lembra-te de mim, teu amigo?
Estou sempre aqui contigo.
Não chores, anjo,
Pois tu tens abrigo.
Tudo que levas nesta vida é passageiro,
E um dia tudo debanda de teu coração.
Cada palavra, cada abraço, cada ofensa,
Não te leves de rancor ou depressão,
Faça-te mais e mais até que beire
A felicidade está à distância do portão
Enquanto andas neste cemitério
Bebes das águas sujas e dos monstros sem critério
Alguém te guia, anjo, até o portão.
Não te desvincules da tua bondade
Faça por amor mais do que por maldade
Não te culpes tanto dos erros,
Do que causastes.
Lembra-te que todo dia é uma nova chance
Lembra-te de cada nova oportunidade,
De que quem repete o erro consciente
É vítima de vaidade.
Não sejas leviano, anjo,
Cobre-te de bondade.
sábado, 1 de agosto de 2015
Despedaçar Antes de Unir
Deixa-te pensar sobre mim,
Porque já provastes do ascendente ao âmago,
Porque já conhecestes Lua e estômago,
Da garganta ao esôfago
Deixa-te por mais tempo pensar.
Pensa, ponteiro do relógio, passa.
Não morreremos.
A cada texto uma nova linha
Abrevia o nosso ponto de conhecermos
Um tópico aqui, um ódio, um viva.
Um eu te amo, um eu te odeio,
Um sol ardente, uma lua cheia,
Um dia nublado e um eclipse no céu de sempre.
Mas nós não morreremos.
Mais uma semana, duas.
Talvez um dia de textos definitivos.
Não me toques, quero textos.
As Mil Mortes de Talita.
Pega toda a incerteza,
Pega todo o sentimento,
Segura firme e depois fatia.
Dois ou três versos,
Quatro pro mais incerto.
Cinco quando morres de agonia.
Nós não morreremos.
Mas é impossível dizer quando acontecerá o inevitável,
Talvez nem nos conhecemos.
Poemas, textos, picadeiro de enigmas.
Quem nós somos?
Nícolas, Miguel, Lilian ou Matheus,
Que tens Alice, Talita ou Maria?
Já não gosto de tocar-te o nome, Isabel.
Mas quando poderemos findar o incerto
Prontos estaremos para tocar o seio.
Porque já provastes do ascendente ao âmago,
Porque já conhecestes Lua e estômago,
Da garganta ao esôfago
Deixa-te por mais tempo pensar.
Pensa, ponteiro do relógio, passa.
Não morreremos.
A cada texto uma nova linha
Abrevia o nosso ponto de conhecermos
Um tópico aqui, um ódio, um viva.
Um eu te amo, um eu te odeio,
Um sol ardente, uma lua cheia,
Um dia nublado e um eclipse no céu de sempre.
Mas nós não morreremos.
Mais uma semana, duas.
Talvez um dia de textos definitivos.
Não me toques, quero textos.
As Mil Mortes de Talita.
Pega toda a incerteza,
Pega todo o sentimento,
Segura firme e depois fatia.
Dois ou três versos,
Quatro pro mais incerto.
Cinco quando morres de agonia.
Nós não morreremos.
Mas é impossível dizer quando acontecerá o inevitável,
Talvez nem nos conhecemos.
Poemas, textos, picadeiro de enigmas.
Quem nós somos?
Nícolas, Miguel, Lilian ou Matheus,
Que tens Alice, Talita ou Maria?
Já não gosto de tocar-te o nome, Isabel.
Mas quando poderemos findar o incerto
Prontos estaremos para tocar o seio.
É da Minha Índole
É da minha índole
Tudo o que me interessa
Minhas preces secretas
Minhas vontades secas
Meus términos de sexta
Meus amores de sábado
E de madrugada as festas.
É da minha índole
Amar, amar e enlouquecer.
Se fazer de cego,
E amar mais de uma vez.
E amar muitos ao mesmo tempo,
É da minha índole,
É do meu patrono,
Meu coração é uma rampa íngreme
Se acumulam os privilegiados em cima
Sobrepostos tardiamente vão abaixo
Ser podre, essa é minha índole.
Tudo o que me interessa
Minhas preces secretas
Minhas vontades secas
Meus términos de sexta
Meus amores de sábado
E de madrugada as festas.
É da minha índole
Amar, amar e enlouquecer.
Se fazer de cego,
E amar mais de uma vez.
E amar muitos ao mesmo tempo,
É da minha índole,
É do meu patrono,
Meu coração é uma rampa íngreme
Se acumulam os privilegiados em cima
Sobrepostos tardiamente vão abaixo
Ser podre, essa é minha índole.
Não é da Minha Índole
Faz muito tempo que não sou rei
Porque descobri outro maior
Faz muito tempo que não sei quem sou
Porque sinto coisas além da dor
E tu tem me sido objeto de pesquisa
Porque não entendo o que se passa
Que sinto, que ciúmes é este,
No que isto se finda?
Te tenho tantas coisas a dizer
Algumas tenho vergonha
E nada é da minha índole,
Dúvidas, possessão, medo,
A cegonha que me trouxe
Não especificou isso na etiqueta.
Sangrei meu dedo
Fazendo pactos com o demônio
Me voltando a Deus
Me pus curativos
Falando com espíritos
Me pus dúvidas
Crendo em signos
Me pus certezas tortas
Crendo em ti
Me pus o desconhecido
Tanto que falando de Alice
Sempre escrevo mais bonito
Mesmo às vezes eu mais querendo dizer
Falo mais do que rimo
Não sei se te toca
Eu sinto ciúmes e vergonha
E isto não é da minha índole,
Dúvidas, possessão, medo.
A cegonha que mandaram
Não dizia nada disso no rótulo.
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